água

unidadevida.jpg agua-unidade-de-vida.jpg Água,unidade de Vida

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A visão de uma Medusa, um delicado domo transparente de” cristal pulsando “, sugeriu-me de forma irresistível que” A Vida É Água Organizada “. (Jacques Cousteau)”.

Água, 70% do corpo humano unidade da vitalidade de todos os elementos (Terra, Madeira, Fogo, Metal). O Metal, captação e na transformação da energia dos gases e íons elétricos da atmosfera.

O Fogo, movimento, distribuição, degradação de energias metabólicas. A Madeira, digestão e diretamente com a coordenação muscular.

A Terra, relacionada com a função da digestão e da transformação de energia alimentar. “As Águas simbolizam a Soma Universal das virtualidades,… e reservatório de todas as possibilidades de existência; elas precedem toda a Forma e sustentam toda Criação.

As Águas não podem transcender a condição do Virtual, dos Germes e dos Estados Latentes. Tudo o que é Forma se manifesta acima das Águas, desprendendo -se delas. No entanto, a partir do momento em que se desprendeu das Águas, que cessou de ser Virtual, toda Forma está sujeita à Lei do Tempo e da Vida; ela adquire Limites, participa do destino Universal, insere-se na História, corrompe-se e acaba por esvaziar-se da sua substância.(Mircea Eliade) “.

“O mundo é um universo fechado, o espaço e o tempo são finitos. (Granet)”.

“A Lenda De Pan Gu – Há milhões de anos, só existia um Caos negro no universo. No seio desse negrume — que tomou a forma de um ovo—nasceu Pan Gu. O Primeiro ser vivo. Pan Gu dormiu desenvolvendo-se em segurança dentro do ovo. Muitos anos depois quando já crescera e se transformara num gigante, acordou e espreguiçou-se, partindo, assim, o ovo”.“(…) As partes mais claras e puras do ovo ergueram-se e formaram o céu; as mais pesadas e impuras afundaram-se, formando a Terra. Foi este o inicio das Forças Yin e YangPan Gu temia que a Terra e o céu pudessem unir-se de novo, por isso, colocou-se entre estes, a cabeça segurando o céu e os pés empurrando a terra. Durante os 18.000 anos que se seguiram. Pan Gu cresceu a uma proporção de 3 metros por dia, aumentando a distância entre os dois elementos na mesma proporção. Finalmente, tanto o céu como a terra pareceu-lhe estar definitivamente firmes a uma altura de 50.000 Km, e Pan Gu, exausto, caiu num sono do qual nunca mais acordou…”.“(…) Depois da sua morte, as diferentes partes do seu corpo transformaram-se nos elementos naturais: o Sopro tornou-se o Vento e as Nuvens; a Voz, o Trovão e o Relâmpago; o Olho Direito formou o Sol e o Olho Esquerdo, a Lua; os Quatro Membros e o Tronco formaram os Pontos Cardeais e as Montanhas; o Sangue deu origem aos Rios e as Veias, as Estradas e aos Caminhos; a Carne tornou-se Árvores e no Solo; o Cabelo e a Cabeça nas Estrelas do Céu; a Pele e os Pêlos do Corpo, em Flores e Ervas; os Metais e as Pedras formados pelos Dentes e pelos Ossos e Orvalho, pela transpiração. Por fim os vários Parasitas que habitavam o seu Corpo deram Origem aos Diversos Povos da Raça Humana”.Foi esse o Universo Criado pelo “Gigante Pan Gu”.

Uma outra explicação para a Origem da Raça Humana é dada na história que segue:

“(…) Nugua Povoa o Mundo—em tempos imemoriais, existia uma” Deusa chamada Nugua metade Humana e metade Serpente “, em outras versões era metade Dragão. Tinha a” capacidade de mudar de Forma “e fazia-o muitas vezes por dia… Sentiu que apesar de existirem muitas coisas maravilhosas e belas, a Terra era um Local solitário… Foi até à beira de um rio… Contemplando a Água enquanto refletia… Fez deslizar a mão pela Água e recolheu uma porção de lama do leito do rio. Moldou uma pequena figura com o barro, mas, em vez de lhe fazer uma cauda de Serpente, como a sua, modelou-lhe duas pernas, de forma que se pudesse manter de pé… Ao ser colocada no chão adquiriu vida… Dividiu os humanos em homens e mulheres, com capacidade de reprodução (…)”.

As Lendas de “Pan Gu” e “Nugua” relatam a Origem do Mundo e da Vida em meio líquido. A transformação ocorre por um poder que influiu nas coisas desde que foram criadas.

“(…) Motor imóvel, centro que rege o movimento de todas as coisas sem nelas participar. (…) (Guénon)”.

A Emanação do Tao através do Yin e do Yang. Formam tudo que podemos pensar e captar dos Fenômenos que a Natureza do Universo nos oferece. Os Cinco Elementos da Natureza Água, Terra, Madeira, Fogo, Metal. São Transformações de uma Unidade que Origina as demais. Traz uma Idéia de Multiplicidade relacionada com uma Ordem Numérica.

Uma vez que o Conjunto de Cinco Elementos como ícones de Conjuntos das Diversidades que Agrupam numa das “Tendências de Movimentos” ou para as “Características de Cada Elemento”, Um dos Cinco. “Tudo” está agrupado em “Um dos Cinco Elementos”. É importante para a compreensão dos Cinco Elementos a concepção de Números que os chineses desenvolveram, porque eles são associados ao raciocínio da “Teoria dos Cinco Elementos, Wu Xing”. Assim como “a Lenda de Pan Gu” foi uma maneira de objetivar em sua alegoria a Teoria do Yin e do Yang como Unidade do Mundo “Fenomenológico” que Gerou um Ser através do qual nasceram a Natureza que nos rodeia e a própria Essência do que somos. Demonstra também a importância da Água para a Vida e as suas correspondências em diferentes proporções nos agrupamentos em cinco Números Equivalentes e representativos das infinitas possibilidades de existir. “Tudo” se resume, na visão dessa Teoria, em Cinco Elementos. Mas, qual a Idéia chinesa de Quantidade? “(…) A idéia de Quantidade não desempenha nenhum papel nas especulações filosóficas dos chineses. Os Números são Emblemas originários do” Princípio Único YinYang “. Basta um Emblema Numérico para expressar o modo de agrupamento desses Elementos. (…) (Marcel Granet)”. (…) Implica uma importância da Relação dos Números com os Elementos. Os Números são cabíveis de Mutação. São dotados de Eficiência Múltipla. Permitem Classificar as Coisas, não apenas como a “Quantidade”, o Número de Ordem e também como as “Qualidades” quando são associados ao “Princípio do YinYang”, com isso, obtém-se uma “Ordenação Hierárquica” em relação ao Céu (Yang) e a Terra (Yin), um emprego de “Função Protocolar”…

Márcio Lacerda

marciolacerda@taichichuanbrasil.com.br www.democraciaquantica.wordpress.com

http://earth.google.com/

http://www.bing.com/?scope=web&mkt=pt-BR&FORM=MSNH55



Mircea Eliade,”Imagens e Símbolos”, pp. 151-152, Martins Fontes.São Paulo.1996.

Coordenação de Clio Whittaker, Introdução à Mitologia Oriental, Editorial Estampa. Lisboa.2000.pp.20 a 24..

Marcel Granet, O Pensamento Chinês,Contraponto.Rio de janeiro.1997.p.101

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